LITRI TOUREOU EM BARRANCOS
A dinastia dos LITRI, marcou épocas gloriosas do toureio em Espanha e Portugal, situando o começo desta saga de toureiros com Manuel Báez Aráuz "Mequi" (1830-1873), sucedendo-lhe seu filho Miguel Báez Quintero (1869-1932), seguindo-se seu sobrinho José Rodriguez Báez, LITRI II (1891-1958), matador valente e infalível com a espada, que em 1915 ( após a a sua meritória passagem pela tradicional Praça de Barrancos em 1914) foi para a América Latina e não mais regressou.
Depois a saga continuou com o filho de Miguel, Manuel Báez Fernández (1905-1926), trágicamente falecido após cornada sofrida em Málaga em 11 de Fevereiro de 1926. Seguidamente o meio-irmão de pai deste último, Miguel Báez Espuny (1930-2022) tomou a alternativa e teve uma carreira recheada de êxitos em várias arenas do País vizinho e França (Nimes).
A dinastia prolongou-se até ao matador Miguel Báez Espínola, que acabou por retirar-se cedo e definitivamente, determinando assim o epílogo desta famosa dinastia taurina onubense (de Huelva) e que tão bons toureiros deu à Tauromaquia.
No que se refere á ligação do matador José Rodriguez Báez LITRI II, à terra Barranquenha, socorremo-nos da crónica expressa no Balancete da Comissão de Festas (composta pelos senhores José Blanco Fialho-Presidente, João D`Oliveira Escoval-Secretário e António Reganha Xarrama-Tesoureiro) relativa ao ano de 1914, Comissão essa que mudou os dias fixos da Fêra de Agosto, para os dias 6,12,13 e 14 de Setembro desse mesmo ano, devido à "má impreção que causou em todos os espíritos o rebentar da guerra Europea que teve logar n`esses dias".
Aqui vai o excerto referente á parte taurina e ás corridas de toiros dos dias 13 e 14 de Setembro, na tradicional Praça de Barrancos:

Vemos assim que o espada vindo de Huelva, José Rodriguez Báez LITRI II, acompanhado da sua quadrilha composta de 3 bandarilheiros e 1 moço de espada, toureou no dia 13 dois toiros que rematou com estocadas certeiras, sendo que na tarde de dia 14, foram lidados um novilho da Casa Agrícola Blanco Fialho (que substituiu um toiro que tinha adoecido) e um toiro de Coimbra, o qual depois de excelente faena foi morto com uma estocada magistral, o que lhe valeu uma calorosa ovação despedindo-se assim da afición barranquenha!
São episódios como este que em boa hora a Comissão de Festas daquele ano registou, que fazem parte importante da nossa História Taurina e das Tradições que engrandecem Barrancos!




