MOURÃO, O OXIGÉNIO QUE A FESTA NECESSITA
Foi há precisamente um ano, num 1º de Fevereiro na
alentejana vila de Mourão, que uma pequena/grande multidão de aficionados de
todo o mundo amante da festa de toiros, se juntou naquela impressionante
moldura humana, disposta a usufruir de um festival que marca indelevelmente o
início da época tauromáquica no nosso Pais.
Celebrava-se a Festa de Nossa Sra. das Candeias,
padroeira querida dos mouranenses, tal como nós gostamos da nossa padroeira
Nossa Sra. da Conceição.
Foi uma tarde inesquecível,
desde o desejado reencontro de amigos e conhecidos, ao obrigatório
convívio/confraternização ao redor da praça a aconchegar os estômagos com
saborosos pitéus e deliciosos vinhos alentejanos da Granja, finalizando com uma
excelente tarde de toiros, numa arena que se transformou no centro de todas as
atenções, vindo ao de cima o trapio e a bravura dos bem apresentados novilhos
do nosso amigo e ganadeiro Dr. Joaquim Grave, e das figuras nacionais e
internacionais que com o seu toureio variado e artístico nos entusiasmaram.
Lamentavelmente este ano não foi possível reeditar o
festival, o traiçoeiro” bicho”, leia-se coronavírus,
trocou-nos as voltas, confinou-nos, e deu-nos e continua a dar marradas, sem
olhar a quem.
Mas nós taurinos somos duros de roer, acreditamos que
venceremos este obstáculo, temos a certeza que somos uma afición responsável (veja-se a maneira como aceitámos as regras de
segurança nas praças), e necessitamos desse oxigénio que nos transmite uma boa tarde
de toiros.
Para o próximo 1º de Fevereiro de 2021, o festival de
Mourão será ainda mais grandioso, porque os mouranenses e os taurinos de todo o
mundo merecem!
