"HOMENAGEM A UM PRIMO QUE NÃO CONHECI"

A familia Tereno sempre foi muito unida.

Como referentes os nossos avós: António Varella Tereno e Tomázia Mercês Caeiro, depois vieram os filhos, meu pai André Caeiro Tereno e seus irmãos e meus tios Sara, Maria, Maria das dores, Romana, António, Francisco, José, Nicolau, João, e Tomás - uma plêiade de gente boa.

Alguém mencionou alguma vez que a minha/nossa avó Tomázia, teria dito que os filhos Francisco e Nicolau teriam saído de Barrancos e poucas notícias davam, mas o seu amor era por todos.

Era eu pequenino, e ouvia falar no primo Tói Mulato (António Pestana Tereno - filho de meu tio Francisco e de Maria Luisa filha de um soba da ilha de S.Tomé) carinhosamente assim tratado pela familia, depois conheci-o, meu primo irmão e uma excelente pessoa, tornando-me amigo dos seus filhos António Manuel (hoje no Brasil), Fernanda e Maria Luisa.

Fiquei sempre na dúvida em relação ao meu tio Nicolau Caeiro Tereno, que soube pela familia teria casado com a Prof.ª Antónia da Natividade Moura. de Bragança, de cujo casamento teriam nascido os meus primos Leonel Fernando (que teria emigrado para o Brasil) e António Joaquim Moura Tereno , de quem minha tia Romana sempre nos falou, esperando sempre o reeencontro desejado.

Em vão, soube há poucos dias por um amigo comum o Zeca Pereira (do meio tauromáquico), e confirmado por uma notícia no site dos Pupilos do Exército, que  o meu primo António Joaquim Moura Tereno (Comandante da TAP) teria falecido sem o conhecer.

No seio desta família e ao longo de gerações, sempre os Antónios tiveram uma preponderância saudável, era como que um nome identitário, e tu eras um deles!

Foi uma frustração, o primo que sempre quis conhecer, o primo com quem apenas falei telefónicamente uma única vez, tinha-me deixado sem uma palavra e a familia Tereno sempre foi unida, custa-me a entender...o que eu gostaria de ter falado contigo, de tudo, da nossa origem  Noudar, de Barrancos, Moura, Safara, Amareleja, de todos nós os Terenos, da nossa avó e do nosso avô, dos nossos pais e tios, de todos aqueles que fizeram esta saga familiar que faz perdurar o nome TERENO!

Estejas onde estiveres, primo o sangue fala mais alto, e fica um abraço apertado!

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