MEU BISAVÔ NICOLAO CAEIRO, ARTÍFICE DA RESTAURAÇÃO DO CONCELHO DE BARRANCOS
Repassando quadros da História de Barrancos, resolvi debruçar-me sobre um acontecimento da maior importância para nós Barranquenhos - a restauração do nosso concelho em 1898.
Decorridos quase dois anos da integração do nosso município, no concelho de Moura por via da Carta de Lei de 21 de Maio de 1896, depois de inúmeras reclamações das populações afectadas por tal medida, revoltas das populações e representantes dos concelhos que tinham sido privados da sua autonomia municipal, imperou a razão e o bom senso dos governantes de então, e através do Decreto de 13 de Janeiro de 1898, do Ministério do Negócios do Reino (Attendendo ás convenientes informações officiaes e tendo em vista conciliar quanto possível as commodidades dos povos com os superiores interesses da administração do estado;...), sendo Presidente do Conselho de Ministros, José Luciano de Castro e Ministro dos Negócios do reino Francisco António da Veiga Beirão, deu-se lugar á restauração de muitos concelhos, entre os quais o nosso.
O mesmo decreto referia expressamente que nos municípios deveriam ser nomeadas comissões administrativas para gerir os negócios municípais até a realização de eleições.
Analisados documentos referentes à época e a este processo, descobri que o meu bisavô paterno Nicolao Caeiro foi uma das figuras importantes neste processo de instalação do concelho resultante do Decreto da Restauração, primeiro como Presidente da Comissão nomeada pelo Governo em 1898, e depois como Vereador da Câmara Municipal de Barrancos na altura.
Quando em 1998, e por minha iniciativa enquanto Presidente da Câmara, realizámos a sessão solene comemorativa do Centenário da Restauração, no Salão Nobre e descerrámos a placa relativa á efeméride no átrio da entrada da Câmara Municipal, e acompanhados dos eleitos e dos alunos da escola de Barrancos, estava longe de imaginar o importante papel que um familiar meu já desempenhara anteriormente em prol do Povo Barranquenho!
E que orgulho que eu sinto de tal antepassado, e do seu empenho em servir públicamente a sua terra - Barrancos!




