13 DE JANEIRO DE 1898 - A RESTAURAÇÂO DESEJADA POR TODOS OS BARRANQUENHOS!
Dia importante na História do nosso Concelho, foi no dia 13 de Junho de 1898 que foi restaurado o Município de Barrancos, fruto do descontentamento da população e da sua acção reivindicativa perante o governo da Nação Portuguesa.
Foram cerca de ano e meio em que o destino, a vida pública e o dia a dia dos barranquenhos de então foram geridos a partir de Moura ( concelho a que o nosso ficou subordinado), um tempo a esquecer...
Barrancos terra independente, com valores ancestrais e ciosa da sua autonomia identitária não podia permitir esta situação humilhante.
Os homens-bons do concelho, e a própria população não podiam continuar a aceitar esta subalternidade perante o exterior, assim partiram decididos a reivindicar a sua autonomia, manifestando com veemência o seu descontentamento, até que depois de demoradas conversações com o Governo de sua Majestade o Rei, foi conseguida a desejada restauraçao do nosso município, facto que nos enche de orgulho!
Em 1998, por proposta minha a Câmara Municipal que tinha a honra de liderar, comemorou o 125º aniversário desta data tão importante para todos os barranquenhos que se prezam de o ser, colocando uma placa comemorativa da efeméride, no átrio do edifício onde todos podem ter a oportunidade de relembrar este facto histórico, que faz parte da nossa memória colectiva enquanto Povo.
No meu caso particular, ainda mais orgulhoso estou pelo facto de um antepassado meu, concretamente o meu bisavô materno Nicolao Caeiro ter feito parte da Comissão Administrativa do Município de Barrancos, nomeada pelo Governo em 29 de janeiro do mesmo ano!
Nicolao Caeiro, o Decano da Comissão, primeiro como Presidente da Comissão Instaladora e depois como Vogal da Comissão Administrativa, foi um dos valentes que contríbuiu decisivamente com o seu trabalho, influência e implicação directa nessa restauração que permitiu que nós hoje continuassemos a ser Município.
Recuperaram-se assim os princípios enunciados no anterior Código Administrativo de 1886, que na sua doutrina defendia: "As reformas descentralizadoras, baseadas no respeito pelas tradições históricas e seculares do País na manutenção da autonomia dos concelhos e foros municipais".
